Palestra com o Dr. Darlan Ferreira

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Quintal Mágico na FLIP

A Escola Waldorf Quintal Mágico esteve presente na FLIP apresentando, na tenda da Flipinha, sua “Ciranda em Espiral”, composta pela Priscilla, mãe da Yasmin Francisca.


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Congresso Internacional de Educação Infantil Waldorf

Nancy Mellon e Prof. Fabíola

Um presente para fechar o semestre

“Na Pedagogia Waldorf nós costumamos dizer que as histórias são como um alimento para a alma das crianças. Para mim, o Congresso Internacional de Educação Infantil Waldorf foi um grande alimento, após um semestre árduo de trabalho. O Congresso aconteceu entre os dias 4 e 8 de julho, em São Paulo, na Escola Waldorf Rudolf Steiner, reunindo 550 participantes entre brasileiros e estrangeiros.

Professoras de longa data e que desenvolvem importantes trabalhos na Educação Infantil, Helle Heckman (Dinamarca), Louise deForest (EUA) e Nancy Mellon (EUA) apresentaram palestras maravilhosas, com muita profundidade e simplicidade. Aliás a simplicidade marcou este encontro baseado na Antroposofia, que tem toda sua teoria em uma linguagem complexa. Para nós brasileiros houve mais uma agradável surpresa: o professor inglês Christopher Clouder abriu o Congresso com uma palestra que teve como tema o diálogo, utilizando-se do livro “Pedagogia do Oprimido”, de Paulo Freire, um dos maiores nomes da educação em nosso país.
Todo conteúdo transmitido durante o Congresso foi permeado por muita arte. Além de apresentações diárias, todas as manhãs as palestras eram antecedidas por um bom dia musical maravilhoso comandado por Flávia Betti.
Parabéns à Federação das Escolas Waldorf no Brasil pela excelente organização do evento, apoiada pela IASWECE – Associação Internacional De Educação Infantil Waldorf – e pela Aliança pela Infância.”

Professora Fabíola

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Quintal de Portas Abertas 2010

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Festa da Lanterna – “São João”

Junho é o mês do frio, do recolhimento e da instrospecção. Em contrapartida, é também o momento que nos traz a lembrança de São João e da Festa Junina, uma genuína manifestação folclórica brasileira.
Nas Escolas Waldorf, as festas juninas são permeadas de poesia e sentido. As vivências que esta festa possibilita aos adultos e às crianças são muito ricas em imagens e conteúdo. Andar no escuro com a sua lanterninha, cuidar da sua chama para que ela não se apague, cantar e dançar em volta da fogueira, iluminar a escuridão da noite, são momentos que trazem encantamento e respeito pela qualidade do elemento fogo, transformando-se em forças de coragem para o futuro.
Nossa Festa da Lanterna aconteceu numa linda tarde de sábado, com a presença das famílias da escola e muitos amigos. Quitutes deliciosos, pescaria, bola no cesto, corrida do saco, com direito a prendas cuidadosamente preparadas pelos pais, fizeram a alegria da festa. Contamos com a apresentação das músicas da época de João cantadas e dançadas pelas turmas do jardim, 1º e 2º anos e também com o teatro do conto “a menina da lanterna” encenado pelos pais da escola. Ao final todos passearam com suas lanternas cantando músicas da época e a cantoria se estendeu em volta da fogueira.

Apresentação dos Jardins da manhã e da tarde

As professoras do Quintal: Gisele , Pollyana, Fernanda, Muruá, Fabíola e Renata.

Apresentação do 1º ano.

Apresentação do 2º ano.

Viva São João!

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Época de João

“A Época de João ocorre no inverno, tempo em que a terra prepara as sementes para desabrocharem na primavera. Da mesma forma, João foi o anunciador do Cristo, que nos trouxe a possibilidade da renovação, a partir de uma decisão consciente e livre.”

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A menina da lanterna

Era uma vez uma menina, que alegremente carregava a sua lanterna pelas ruas. De repente, chegou o vento, que com grande ímpeto apagou a lanterna da menina.
-Ah! Exclamou a menina – Quem poderá reacender a minha lanterna? Olhou para todos os lados, mas não achou ninguém.
Apareceu, então, um animal muito estranho, com espinhos nas costas, de olhos vivos, que corria e se escondia muito ligeiro pelas pedras – Era um ouriço.
-Querido ouriço! Exclamou a menina – O vento apagou a minha luz. Será que você não sabe quem poderia acender a minha lanterna?
O ouriço disse a ela que não sabia, que perguntasse a outro, pois precisava ir para casa cuidar dos filhos.
A menina continuou caminhando e encontrou-se com um urso, em lenta caminhada, com uma cabeça enorme e um corpo pesado, desajeitado, grunhindo e resmungando.
-Querido urso! – falou a menina- O vento apagou a minha luz. Será que você não sabe quem poderá acender minha lanterna?
E o urso da floresta disse a ela que não sabia, que perguntasse a outro, pois estava com sono e ia dormir e repousar.
Surgiu então, uma raposa, caçando na floresta esgueirando-se entre o capim. Espantada, a raposa levantou seu focinho e, farejando, descobriu a menina. Indignada, a raposa dirigiu-se a ela e mandou que voltasse para casa porque a menina espantava os ratinhos.
Com tristeza, a menina percebeu que ninguém queria ajudá-la. Sentou-se numa pedra e chorou. Neste momento, surgiram estrelas que lhe disseram:
-Pergunte ao sol, porque ele poderá ajudá-la.
Depois de ouvir o conselho das estrelas, a menina criou coragem para continuar o seu caminho.
Finalmente, chegou a uma casinha, dentro da qual avistou uma mulher muito velha, sentada, fiando em sua roca. A menina abriu a porta, e cumprimentou a velha.
-Bom dia, querida vovó – disse ela.
-Bom dia – respondeu a velha.
A menina perguntou se ela conhecia o caminho até o sol e se ela queria ir com ela, mas a velha disse que não podia acompanhá-la, porque ela fiava sem cessar e sua roca não poderia parar. Mas pediu à menina que descansasse um pouco, pois o caminho era muito longo. A menina entrou na casinha e sentou-se para descansar. Pouco depois, pegou sua lanterna e continuou a caminhada.
Mais para frente encontrou outra casinha no seu caminho, a casa do sapateiro. Ele estava sentado consertando muitos sapatos. A menina abriu a porta e cumprimentou-o. Perguntou, então, se ele conhecia o caminho do sol e se queria ir com ela procurá-lo. Ele disse que não podia acompanhá-la, pois tinha muitos sapatos para consertar. Deixou que ela descansasse um pouco, pois sabia que seu caminho era longo. A menina entrou e sentou-se para descansar. Depois que descansou, pegou a sua lanterna e continuou a caminhada.
Lá longe, avistou uma montanha muito alta.
Com certeza, o sol mora lá em cima, – pensou a menina e pôs-se a correr, rápida com uma corsa. No meio do caminho, encontrou uma criança que brincava com uma bola. Chamou-a para que fosse com ela até o sol, mas a criança nem respondeu. Preferiu brincar com sua bola e afastou-se saltitando pelos campos.
Então, a menina da lanterna continuou sozinha o seu caminho. Foi subindo pela encosta da montanha. Quando chegou ao topo, não encontrou o sol.
-Vou esperar aqui, até o sol chegar – pensou a menina, e sentou-se na terra.
Como estava muito cansada de sua longa caminhada, seus olhos se fecharam  e ela adormeceu.
O sol já tinha avistado a menina há muito tempo. Quando chegou a noite, ele desceu até a menina e acendeu a sua lanterna.
Depois que o sol voltou para o céu, a menina acordou.
Oh! A minha lanterna está acesa! – exclamou e, com um salto, pôs-se alegremente a caminhar.
Na volta, reencontrou a criança da bola, que lhe disse ter perdido a bola, não conseguindo encontrá-la por causa do escuro. As duas crianças procuraram, então, a bola. Após encontrá-la, a criança afastou-se alegremente.
A menina da lanterna continuou o seu caminho até o vale e chegou à casa do sapateiro, que estava muito triste, na sua oficina. Quando viu a menina, disse-lhe que seu fogo tinha se apagado e suas mãos estavam frias, não podendo, portanto, trabalhar mais. A menina acendeu a lanterna do sapateiro, que agradeceu, aqueceu as mãos e pôde martelar e costurar os seus sapatos.
A menina continuou lentamente a sua caminhada pela floresta e chegou ao casebre da velha. Seu quartinho estava escuro. Sua luz tinha se consumido e ela não pôde mais fiar. A menina acendeu nova luz e a velha agradeceu, e logo sua roca girou sem parar, fiando, fiando, sem cansar.
Depois e algum tempo, a menina chegou ao campo e todos os animais acordaram com o brilho de sua lanterna.
A raposinha, ofuscada farejou para descobrir de onde vinha tanta luz. O urso bocejou, grunhiu e tropeçando desajeitado, foi atrás da menina. O ouriço, muito curioso, aproximou-se dela e perguntou de onde vinha aquele vaga-lume gigante.
Assim, a menina voltou feliz para casa.


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Oficina da Lanterna

Numa ensolarada manhã de sábado, as famílias do Quintal se reuniram para preparar as lanternas da festa junina. Foi um momento muito agradável, com direito a muita arte, brincadeiras e um delicioso almoço. Para fechar com chave de ouro, Ana Cecília presenteou a todos com verduras frescas da sua horta.


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Contos de Fadas

“Os contos de fadas são, segundo Rudolf Steiner, um tesouro espiritual da humanidade. Fruto de vivências primordiais da existência humana, sua atuação tem um efeito inconsciente na alma ao resgatar, por meio de imagens significativas, o longo percurso do amadurecimento humano na Terra. Por esse motivo, pessoas de todas as épocas — principalmente crianças — sempre reconheceram neles, embora de modo inconsciente, algo afim com sua própria alma. Como um autêntico alimento anímico, o conto de fadas sacia a ‘fome interior’ durante a vida inteira – pois seus reis, princesas, anões e gigantes correspondem a profundas realidades internas de todo ser humano.” Fonte: editora antroposófica

“Se você quer que seu filho seja brilhante, conte a ele conto de fadas. Se você o quer muito brilhante, conte a ele ainda mais contos de fadas.”

Albert Einstein

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Flores do Quintal

“O importante não é a perfeiçao com a

qual conseguimos realizar o que deve

provir da vontade e sim o que tiver de

surgir nesta vida, por mais imperfeito que

venha a parecer. O importante é que seja

feito uma vez para que haja um começo”

Rudolf Steiner

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  • "Que se torne bom o que nós, a partir do coração queremos fundar; o que nós, a partir da cabeça queremos conduzir".

    Rudolf Steiner

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